sexta-feira, 17 de abril de 2009

É apenas um “canudo”???

28 comentários
Você iria numa consulta médica para ser atendido por alguém que não fosse formado em medicina? Ou contrataria uma pessoa que não fosse formada em engenharia civil para projetar e executar as obras da sua casa? Ou quem sabe, se estivesse com problemas legais, você contrataria alguém sem formação para advogar em sua causa? Você colocaria seu filho numa escola que não tivesse, em seu grupo docente, professores formados?
Hã?
Sem a certeza da formação que credibilidade teria esses profissionais?
Nenhuma. Porque é através da exigência do diploma, que temos a garantia de que aquele profissional é capacitado para a sua função, é através desse “canudo” que temos a segurança de que usufruiremos de um bom trabalho.
Mas a obrigatoriedade do diploma em curso superior de Jornalismo foi suspensa pela juíza Carla Abrantkoski Rister, da 16ª Vara Federal em São Paulo, com isso o Ministério do Trabalho pode emitir o registro profissional para qualquer um, qualquer pessoa vai ter o direito de ser jornalista, mesmo não tendo sido capacitado para isso. A justificativa para essa decisão foi que a obrigatoriedade do diploma contraria a liberdade de informação e de imprensa asseguradas pela Constituição, e a liberdade de informação e expressão asseguradas pela Convenção Americana dos Direitos Humanos.
Mas isso não é verdade porque a regulamentação da profissão não impede as pessoas de se expressarem através dos meios de comunicação, não há ameaça a esse direito. A exigência do diploma só assegura que os profissionais que ficarão responsáveis pela informação da sociedade sejam comprometidos com as responsabilidades e com a ética da profissão.
Sei que hoje no Brasil a posse do diploma não garante necessariamente a boa formação, ou ao menos alguma formação de um profissional, mas nem por isso deixou-se de exigir de outras profissões a obrigatoriedade do diploma. Existem muitos médicos ruins trabalhando, muitos advogados que passaram no exame da OAB, mas são péssimos profissionais, professores de qualidade muito baixa nas salas de aula de muitas escolas, até prédios e casas desabando por falha de um engenheiro incompetente. Isso é uma realidade, mas nem por isso deixou-se de exigir que estes tenham o diploma em curso superior para desempenharem suas funções, porque que com o jornalismo têm que ser diferente?
A profissão de jornalista é muito importante para a sociedade, é formadora de opinião, é ainda mais importante num país como nosso onde há em grande parte da sociedade o clientelismo, onde os “contatos” são mais úteis do que a formação educacional, onde os interesses de uma minoria são impostos à maioria. O jornalista tem o papel de mediar esses interesses, de esclarecer e de informar.

“O exercício da profissão é uma atividade de natureza social e de finalidade pública (...)” - Art. 6º do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros.

O que se pode esperar de uma pessoa que não tem ideia dessas responsabilidades trabalhando como jornalista?
Deixo essa pergunta a vocês porque eu já tenho a minha resposta.
Espero que o Brasil seja consciente, que os responsáveis por essa decisão pensem no retrocesso que é a não obrigatoriedade da graduação em Jornalismo para o nosso país.


Um grande beijo e até a próxima!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Mentira, você por aqui?!!

24 comentários
Sim, voltei!
E não, não é brincadeira do dia da mentira, tão pouco uma ilusão de ótica, esse texto é real, eu voltei a escrever!!!! rsrs!

Estive sumida por um mês, não por vontade própria, mas esses últimos dias têm sido muito corridos, estou no primeiro semestre do curso de jornalismo, e como boa caloura ainda estou me situando, me organizando e me adaptando ao “sistema”! rsrsrs!
Muitos livros para ler, filmes para ver, exercícios, trabalhos, etc. E apenas vinte e quatro horas por dia para tudo isso. Confesso que às vezes me sobrava uns minutinhos, mas o cansaço era tanto que não tinha animo para me sentar a frente do computador. Acabava deixando para o outro dia, e para o outro e o outro... E esse dia nunca chegava.
Fiquei longe daqui e daí, não lia nenhum dos blogs que acompanho, não respondia aos meus comentários, apesar de ter dado uma passadinha para ler alguns deles. Enfim, fiquei de molho. Mas essa hibernação terminou, espero! rsrsrs!

Sei que toda essa minha justificativa pode parecer uma desculpa esfarrapada, pode ter quem leia e ache que eu simplesmente não quis mais postar, ou sei lá, a tal preguiça baiana...
Mas não é verdade, eu realmente estive sem tempo, tempo e animo para me dedicar ao blog. Mas estou me organizando, melhorei meus horários, para voltar a me dedicar ao blog como antes, ou pelo menos próximo ao que era antes! rsrsrs!!

E por falar em “preguiça baiana”, quem nunca ouviu o Caetano Veloso falar e pensou:
Esse aí honra a terra onde nasceu!
Ou:
Esse é baiano mesmo!
Ou as mais diversas variações e piadinhas sobre a preguiça baiana?
Semana passada eu recebi um e-mail de uma amiga cujo titulo era:
DOUTORADO NA PUC = TEMA: "PREGUIÇA BAIANA"
O texto fala sobre o pré-conceito das pessoas em relação ao comportamento baiano e como surgiu essa lenda de que todo baiano é preguiçoso.
Abaixo estão alguns trechos do texto que recebi por e-mail, e que gostaria que todos lessem e tirassem suas conclusões, ou modificassem alguma má idéia já pré-definida.
'Preguiça baiana' é faceta do racismo. A famosa 'malemolência' ou preguiça baiana, na verdade, não passa de racismo, segundo concluiu uma tese de doutorado defendida na PUC.
A pesquisa que resultou nessa tese durou quatro anos. A tese, defendida no início de setembro pela professora de antropologia Elisete Zanlorenzi, da PUC-Campinas, sustenta que o baiano é muitas vezes mais eficiente que o trabalhador das outras regiões do Brasil e contesta a visão de que o morador da Bahia vive em clima de 'festa eterna'.
Pelo contrário, é justamente no período de festas que o baiano mais trabalha. Como 51% da mão-de-obra da população atua no mercado informal, as festas são uma oportunidade de trabalho. 'Quem se diverte é o turista', diz a antropóloga.
[...]Elisete concluiu, após quatro anos de pesquisas históricas, que a imagem da preguiça derivou do discurso discriminatórios contra os negros e mestiços, que são cerca de 79% da população da Bahia. O estudo mostra que a elevada porcentagem de negros e mestiços não é uma coincidência. A atribuição da preguiça aos baianos tem um teor racista. A imagem de povo preguiçoso se enraizou no próprio Estado, por meio da elite portuguesa, que considerava os escravos indolentes e preguiçosos, devido às suas expressões faciais de desgosto e a lentidão na execução do serviço. >> Eles queriam o quê, que os escravos trabalhassem sorrindo?!<< Depois, se espalhou de forma acentuada no Sul e Sudeste a partir das migrações da década de 40. Todos os que chegavam do Nordeste viraram baianos. Chamá-los de preguiçosos foi a forma de defesa encontrada para denegrir a imagem dos trabalhadores nordestinos (muito mais paraibanos do que propriamente baianos).
Elisete afirma que os próprios artistas da Bahia, como Dorival Caymmi, Caetano Veloso e Gilberto Gil, têm responsabilidade na popularização da imagem.
[...]‘A preguiça, aí, aparece como uma especiaria que a Bahia oferece para o Brasil', diz Elisete. Até Caetano se contradiz quando vende uma imagem e diz: 'A fama não corresponde à realidade. Eu trabalho muito e vejo pessoas trabalhando na Bahia como em qualquer lugar do mundo'.
Segundo a tese, a preguiça foi apropriada por outro segmento: a indústria do turismo, que incorporou a imagem para vender uma idéia de lazer permanente 'Só que Salvador é uma das principais capitais industriais do país, com um ritmo tão urbano quanto o das demais cidades.' O maior pólo petroquímico do país está na Bahia, assim como o maior pólo industrial do norte e nordeste, crescendo de forma tão acelerada que, em cerca de 10 anos será o maior pólo industrial na América Latina.
Para tirar as conclusões acerca da origem do termo 'preguiça baiana', a antropóloga pesquisou em jornais de 1949 até 1985 e estudou o comportamento dos trabalhadores em empresas. O estudo comprovou que o calendário das festas não interfere no comparecimento ao trabalho. O feriado de carnaval na Bahia coincide com o do resto do país. Os recessos de final de ano também. A única diferença é no São João (dia 24 /06), que é feriado em todo o norte e nordeste (e não só na Bahia). Em fevereiro (Carnaval) uma empresa, cuja sede encontra-se no Pólo Petroquímico da Bahia, teve mais faltas na filial de São Paulo que na matriz baiana (sendo que o n° de funcionários na matriz é 50% maior do que na filial citada). Outro exemplo: a Xerox do Nordeste, que fica na Bahia, ganhou os dois prêmios de qualidade no trabalho dados pela Câmara Americana de Comércio (e foi a única do Brasil).
[...]Acredita-se hoje (e ainda por mais uns 5 a 7 anos) que a Bahia é o melhor lugar para investimento industrial e turístico da América Latina, devido a fatores como incentivos fiscais, recursos naturais e campo para o mercado ainda não saturado. O investimento industrial e turístico tem atraído muitos recursos para o estado e inflando a economia, sobretudo de Salvador, o que tem feito inflar também o mercado financeiro (bancos, financeiras e empresas prestadoras de serviços como escritórios de advocacia, empresas de auditoria, administradoras e lojas do terceiro setor).

E então, o que acharam? Concordam ou discordam?

Eu assino em baixo, concordo com cada palavra desse texto, e falo isso porque sou baiana, e posso falar com conhecimento de causa que as pessoas dessa terra trabalham, e muito.

Sei que esses pensamentos pequenos, de que baiano é preguiçoso, cearense é cabeçudo, paulistano é ignorante, amazonense é índio, carioca é malandro, gaúcho é gay e que acreano não existe, por exemplo, são de uma parte estúpida da nossa sociedade, mas é sempre bom debatermos esses assuntos para esclarecermos e quem sabe até mudarmos algumas opiniões pré-conceituosas!

Mudando um pouco de assunto, eu recebi muitos selinhos, Aninha bateu recorde!
E prometo postá-los assim que der!!

Bom, vou encerrando por aqui, senão eu não paro hoje!! É a saudade de escrever, aí o texto se prolonga! Rsrsrs!!

É muito bom estar de volta!!!

Um beijo e até a próxima!!!